Petróleo sobe com oferta restrita; Brent fecha a US$ 94,39 – PIRANOT

O petróleo fechou em alta nos mercados internacionais na sexta-feira (21), com o Brent para outubro a US$ 94,39 por barril e o WTI para o mesmo mês a US$ 87,06. A restrição do fluxo pelo Estreito de Ormuz mantém a pressão sobre a oferta.

O Brent avançou US$ 0,61, ou 0,65%, no dia, enquanto o WTI ganhou US$ 0,23, ou 0,26%. Na semana, um cálculo divulgado por agência internacional apontou altas de 6,39% para o Brent e 5,66% para o WTI. Percentuais próximos de 13% publicados por outros veículos não foram confirmados pela ICE e pela Nymex/CME.

A alta internacional abre um canal de pressão sobre derivados, fretes e inflação, mas não representa reajuste automático no Brasil. A Petrobras não anunciou alteração de preços motivada pelo fechamento de 21 de agosto de 2026.

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Fluxo de petróleo por Ormuz cai 77,3% em dois trimestres

O Short-Term Energy Outlook da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos mostra que o fluxo de petróleo e líquidos pelo Estreito de Ormuz caiu de 21,6 milhões de barris por dia no quarto trimestre de 2025 para 14,9 milhões no primeiro trimestre de 2026 e 4,9 milhões no segundo trimestre.

A redução entre o quarto trimestre de 2025 e o segundo trimestre de 2026 foi de 16,7 milhões de barris por dia, equivalente a 77,3%. O indicador documenta uma restrição expressiva em uma rota central para o comércio marítimo de energia.

Petróleo mais caro amplia risco inflacionário no Brasil

No Brasil, a transmissão ao consumidor depende do câmbio, dos custos internos e das decisões comerciais das refinarias. Em 5 de agosto de 2026, o Copom fixou a Selic em 14,00% ao ano, e o Banco Central incluiu choques de oferta relacionados ao petróleo e a seus derivados entre os riscos de alta para a inflação.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo ficou em 0,16% em junho de 2026, acumulou 3,36% no ano e 4,64% em 12 meses, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Em junho de 2025, o índice mensal havia sido de 0,24%. Uma alta persistente do petróleo pode alcançar combustíveis e custos de transporte, com reflexos sobre o orçamento das famílias e as despesas públicas.

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A política de preços da Petrobras prevê o acompanhamento diário das cotações internacionais, da participação de mercado e de outras variáveis, com o objetivo de evitar o repasse imediato da volatilidade externa e cambial causada por eventos conjunturais. O preço na bomba também inclui etanol anidro, tributos federais, ICMS, distribuição e revenda.

Mercado acompanha novas projeções de oferta

A próxima atualização da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos está prevista para 9 de setembro de 2026 e deverá renovar as projeções de curto prazo para o mercado.

Até lá, a queda de 77,3% no fluxo por Ormuz mantém a oferta no centro das atenções. No Brasil, a política da Petrobras e a composição dos preços reduzem a transmissão imediata da cotação internacional, mas uma alta persistente amplia a pressão potencial sobre combustíveis, transporte e inflação.

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Fonte: Piranot – Link original da matéria

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