Os candidatos à Presidência iniciam neste domingo (16) atos de campanha em redutos políticos de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Minas Gerais, no primeiro dia autorizado para propaganda eleitoral. A escolha dos locais associa nomes, propostas e trajetórias a territórios nos quais as candidaturas esperam mobilizar eleitores.
O calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permite a partir de 16 de agosto a propaganda eleitoral, inclusive na internet. Comícios podem ocorrer até 1º de outubro de 2026. Caminhadas, carreatas, passeatas e distribuição de material estão autorizadas até as 22h de 3 de outubro, dentro das regras da Justiça Eleitoral.
Redutos ligam trajetórias políticas às mensagens de campanha
Luiz Inácio Lula da Silva escolheu o ABC paulista, região ligada à sua trajetória sindical desde o fim da década de 1970 e o início da década de 1980. No ato, destacou soberania, políticas sociais e segurança pública como linhas da campanha.
Flávio Bolsonaro realizou seu ato em Copacabana, no Rio de Janeiro, acompanhado de seu candidato a vice, Alfredo Gaspar. No comício do PL, exibiu áudios do pai, Jair Bolsonaro, e prometeu preservar o legado do presidente que governou o país entre 2019 e 2022.
Ao recorrer à imagem paterna, Flávio afirmou: “Sei que pareço com ele [Jair, pela semelhança física]. Mas é difícil comparar o filho do Pelé”. A declaração vinculou sua apresentação eleitoral à continuidade política. O candidato também tratou de segurança pública, redução de gastos e inflação.
Ronaldo Caiado iniciou sua mobilização em Goiás, estado que governou de 2019 até março de 2026. O candidato percorreu municípios goianos do entorno do Distrito Federal e apresentou responsabilidade orçamentária, equilíbrio fiscal, segurança pública, educação e saúde entre os temas de sua campanha.
Em Minas Gerais, Romeu Zema, candidato do Novo, iniciou a campanha em Montes Claros, no norte do estado. A agenda incluiu missa na Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São José, discurso e almoço com candidatos do partido à Câmara dos Deputados. Augusto Cury, do Avante, abriu a campanha em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com propostas relacionadas à saúde e à condução do governo.
Outras candidaturas levam propostas às ruas e à internet
Renan Santos, candidato do Missão, realizou seu primeiro ato no Largo São Francisco, no centro de São Paulo. Kim Kataguiri, Arthur do Val, Amanda Vettorazzo e outros apoiadores participaram do evento, no qual o candidato falou sobre empreendedorismo e segurança pública.
Hertz Dias, do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), caminhou com apoiadores pela Avenida Paulista, na capital, e por ruas de São José dos Campos. O candidato defendeu a reestatização de empresas consideradas estratégicas e associou sua campanha ao combate à concentração de riqueza.
“O Brasil produz riquezas imensas. O problema é que essa riqueza está nas mãos de uma minoria de banqueiros, [empresas] multinacionais e grandes empresários”, afirmou Dias. Em São Paulo, Samara Martins, da Unidade Popular (UP), promoveu um evento de lançamento com militantes. Edmilson Costa, do Partido Comunista Brasileiro (PCB), programou uma transmissão em seu canal no YouTube para a noite deste domingo.
Clariana Barão, do DC; Rui Costa Pimenta, do PCO; Wilson Grassi, do Democrata; e Pablo Marçal, do PRTB, não haviam divulgado agenda pública para este domingo. Também não há estimativas independentes e metodologicamente comparáveis do público dos atos.
Calendário eleitoral define os próximos limites da disputa
A propaganda geral nas ruas e na internet passa a permitir pedidos de voto e atos públicos, desde que respeitados os prazos e as restrições da legislação eleitoral. Com a campanha oficialmente aberta, candidatos e partidos entram na fase de mobilização direta do eleitorado até a véspera do primeiro turno.



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