Um terremoto de magnitude 5,9 atingiu o sul da província japonesa de Ibaraki às 2h deste domingo (23), alcançou a região de Tóquio e deixou pelo menos 37 feridos.
Uma pessoa ficou gravemente ferida e outras 36 tiveram ferimentos leves. O balanço reúne 22 feridos nas províncias de Ibaraki, Saitama, Chiba e Kanagawa, além de 15 em Tóquio, todos estes em estado leve.
A Agência Meteorológica do Japão descartou ameaça de tsunami. Informes oficiais também não apontaram anormalidades nas instalações nucleares monitoradas após o tremor.
Epicentro a 70 quilômetros de profundidade amplia alcance do tremor
A Agência Meteorológica localizou o epicentro a 36 graus de latitude norte e 140,1 graus de longitude leste, no sul de Ibaraki. O foco ficou a aproximadamente 70 quilômetros de profundidade, e a magnitude final foi estabelecida em 5,9. O valor substitui estimativas preliminares mais altas que circularam nas primeiras horas após o abalo.
A intensidade máxima chegou a 5 fraco na escala sísmica japonesa, que vai de 0 a 7. Essa medida descreve os efeitos observados na superfície e não deve ser convertida diretamente para escalas de magnitude. O tremor alcançou Ibaraki, Saitama, Chiba e a capital Tóquio, uma área densamente povoada.
O sistema japonês também registrou classe 2 de movimento sísmico de longo período. Esse tipo de oscilação pode afetar com maior intensidade os andares superiores de edifícios altos, mesmo em locais afastados do epicentro. O registro ajuda a explicar por que os efeitos foram percebidos na região metropolitana de Tóquio.
Instalações de Tokai e Fukushima não apresentam anormalidades
A Autoridade de Regulação Nuclear do Japão publicou três informes durante a madrugada. O terceiro, divulgado às 5h29 no horário local, registrou ausência de anormalidades nas instalações verificadas depois do terremoto.
O monitoramento incluiu a usina Tokai Nº 2, localizada em Ibaraki, e Fukushima Daiichi. Os informes disponíveis não indicaram alteração dos níveis de radiação ao redor das unidades.
O balanço de 37 feridos é preliminar e pode ser atualizado pelas autoridades locais. Até o relatório das 10h, porém, não haviam sido identificados danos em instalações consideradas importantes.
Governo acompanha estradas, ferrovias e outras estruturas
O Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo do Japão publicou às 10h seu segundo relatório sobre os impactos do terremoto. O documento reúne o acompanhamento de estradas, ferrovias e outras estruturas.
Logo após o abalo, a Agência de Gestão de Incêndios e Desastres instalou uma central de resposta e orientou as autoridades das regiões atingidas a adotar as medidas necessárias. Os serviços de emergência continuavam funcionando normalmente nas áreas afetadas.



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